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Homenagem à Reculuta

Aconteceu no início da noite desta quarta-feira, dia
22 de junho de 2013, na Câmara de Vereadores de Guaíba, uma solenidade
à Associação Cultural Recultura que foi homenageada pelo legislativo
municipal pelo resgate da Reculuta da Canção Crioula. Também foram homenageados
os vencedores da fase local do festival. Na foto estão Jean Allama,
Charles Arce, Roger Machado, o vereador Manoel Eletricista e o presidente
da ACR Cesar Catani.
2º Canto de Luz
O Canto de Luz - 2ª edição, que ocorre em Ijuí/RS,
de 21 a 24 de agosto de 2013, no CTG Clube Farroupilha, tem prazo de
inscrições até o dia 12 de julho.
Associação Cultural Reculuta
A Câmara de Vereadores da cidade de Guaíba presta homenagem
à Associação Cultural Reculuta pelo resgate do festival.

Duas décadas e meia
O Jornal do Nativismo está no ano 25 e comemora duas décadas e meia
de circulação ininterrupta com grandeza de quem faz o trabalho com seriedade,
sem entrar na especulação do aplauso fácil. Sobrevive, sem colecionar
troféus por sua atuação, desde um momento em que o nativismo não possui
mercado de trabalho farto, nem condições de manutenção de uma publicação
específica para a cultura gaúcha. Embora tenha sido reconhecido pelo
MTG como o Veículo de Comunicação Escrita da Cultura do Ano, no início
de sua circulação.
Vê a maturidade dos movimentos nativista e tradicionalista, o surgimento
de novos estilos e a miscigenação cultural que cria uma expressão híbrida
contudo com o sotaque rio-grandense. Também acompanha o nascimento e
o amadurecimento do movimento pajadoril no Estado e suas ligações fortes
com outras regiões do planeta.
Nestes vinte e três anos de registro do movimento cultural, presencia
o surgimento de novos valores que hoje são considerados grandes astros.
Da mesma forma, os que chegam agora para serem os preservadores desta
seara cultural. Acompanha a carreira meteórica de uns, os passos lentos,
porém firmes de outros e também possui registros de alguns que chegam
com a sinalização de grande importância, mas não sobrevivem por falta
de atributos para configurar no seleto quadro dos que vencem na carreira.
Vê também, o surgimento e o desaparecimento de outras publicações do
gênero.
O Jornal do Nativismo registra em suas milhares de páginas publicadas
nestas mais de duas décadas, o êxito, a premiação, a vitória, a honraria
e o reconhecimento de muitos artistas, entidades e organizações sem
se preocupar com a própria imagem de vencedor. Prefere seguir a máxima
de Aristóteles: “A grandeza não consiste em receber honrarias, mas em
merecê-las.”
Jornal do Nativismo surge em setembro de 1988 no momento em que a imprensa
escrita voltada para a cultura gaúcha inexiste. As revistas e jornais
surgidos antes não conseguem longevidade em sua circulação. O Jornal
Tradição que é publicado em período anterior, está há três anos fora
de circulação quando sai a edição inaugural do Jornal do Nativismo.
O ambiente é de extrema desconfiança pela dificuldade de se manter um
periódico cultural no Estado.
O Jornal do Nativismo firma-se pela credibilidade ao tratar com rigor
as datas de circulação, a seriedade de suas reportagens e pelo esforço
desmedido para sua manutenção. Neste ínterim surgem outras publicações
independentes no Rio Grande do Sul, mas não conseguem se manter por
muito tempo. Elas continuam a surgir enquanto nosso jornal está com
a sensação de dever cumprido por ter dado o devido valor que merece
a cultura gaúcha, sem preconceitos e com opiniões responsáveis.
Nesses vinte e três anos de atividades da Nativismo Editora e Produtora
de Cultura Ltda, acontecem projetos paralelos que não ganham tanta notoriedade
como o próprio jornal.
No momento em que a discografia gaúcha encontra poucos logistas interessados
em comercializar os trabalhos regionais, entram em cena por quase uma
década as Lojas Nativismo. Abre fundamental oportunidade de distribuição
de discos independentes e de festivais, além dos demais com tiragens
através de gravadoras locais. Cumpre sua função até que o mercado se
dá conta da importância da arte poético-musical do Sul.
Atualmente a Nativismo, enquanto editora e produtora, é responsável
por projetos também marcantes como os lançamentos de CDs de pajadores
das três pátrias e cantores como Oristela Alves e José Bicca. Os livros
de pesquisa poética de Moisés Silveira de Menezes e de estudo musical
de Valdir Verona e Silvio de Oliveira são lançamentos da Nativismo,
entre outros autores, a exemplo de Zauri Tiaraju. Passa, a partir do
ano 22 de circulação, lançar coletâneas poéticas comemorativas de seu
aniversário com a participação de autores do Brasil, Uruguai, Argentina,
Perú e México. A produção de festivais como a Guyanuba e shows como
os da Expointer 2006, entre outros, não se restringem ao Rio Grande
do Sul.
Diversos debates são travados nas páginas do Jornal do Nativismo nestas
mais de duas décadas, que esclarecem ou incentivaram aprofundamentos.
Contamos, em inúmeras edições, com artigos de intelectuais brasileiros
e estrangeiros, a exemplo da Argentina, Uruguai, Chile, Espanha, Portugal
e outros. Noticiamos lançamentos da cultura regional sem preconceitos,
dando luz ao verdadeiro teor autóctone, independente da região de origem.
Talvez por isso, que este periódico seja reconhecido além fronteiras
por aqueles que valorizam a leitura gaúcha sem cepticismo, tão comum
antes dele ou fora de sua órbita, nas rodas de debates superficiais
dos valores autênticos do Pago.
Mais do que noticiar o desaparecimento físico de alguns artistas, o
Jornal do Nativismo se esmera em manter viva a memória destes importantes
valores do gauchismo. Editorialmente, reconhece por imortal o artista
cuja obra vence a morte. Compreende também que o movimento cultural
do Rio Grande do Sul não pode se desligar de suas referências.
Por outro lado, procura mostrar desde sua primeira edição a interação
cultural entre o sul do Brasil e os Países do Prata. Ressalta ainda
que as demais nações americanas possuem uma ligação cultural com nosso
povo que não se pode ignorar. Com uma visão ampla, o Jornal do Nativismo
prima pelo contato com o sul da Europa, onde está parte importante da
raiz cultural do Brasil sul. Também procura manter viva a memória aborígine,
razão maior da cultura autóctone.
Registrar os êxito de muitas carreiras de sucesso parece ser o objetivo
principal do Jornal do Nativismo, contudo apontar a crítica responsável
e buscar soluções para as lacunas culturais também são expedientes de
um veículo cuja temática central é a preservação dos valores mais caros,
os nativos.
O veículo que ora completa vinte e três anos e passa a ser reconhecido
pela Assembleia Legislativa, através do Prêmio Teixeirinha, é responsável
por algumas campanhas vencedoras. Aliás, a principal vitória é sua longevidade.
Contribui sensivelmente nessas mais de duas décadas para o bom andamento
das engrenagens culturais. É porta-voz dos mais diversos debates sobre
a cultura e seus incentivos, sua legitimidade e os contrassensos, algumas
vezes cometidos em nome dela. Veicula anseios populares que vem a se
tornar realidade, a exemplo do feriado do dia 20 de setembro. O Jornal
do Nativismo publica durante três anos em sua capa, uma chamada pedindo
o feriado na data magna do Rio Grande do Sul. Não se importa se na hora
da consolidação do feriado do dia 20, tenha sido ignorado pelas “autoridades”
culturais e políticas. Está acima destas questiúnculas. Depois por mais
um longo período pede por um desfile farroupilha mais cultural, outra
realidade, hoje latente em todo o Estado. Apoia o jovem movimento pajadoril,
inclusive sugerindo a criação da data do Dia do Pajador Gaúcho, aprovado
por unanimidade no legislativo gaúcho e sancionado pelo executivo, em
2001. Consegue dar difusão à arte dos pajadores que criam laços profundos
com improvisadores de diversos países e de outras regiões brasileiras,
além da criação de festivais de pajada no Estado.
Nesta rápida análise pode-se dizer que o maior conteúdo das centenas
de edições do Jornal do Nativismo está voltado para a divulgação do
sucesso dos artistas gaúchos. Há nomes hoje conceituados cujos principais
momentos de suas carreiras estão registrados nas páginas deste periódico,
o que não é mérito do jornal e sim dos próprios artistas que fizeram
por merecer os respectivos destaques.
Jornal do Nativismo tem assinantes em todos estados brasileiros e no
exterior. Age discretamente por que tem como filosofia cumprir com seu
propósito que é o de levar a notícia com responsabilidade para os mais
longínquos rincões. Não faz alardes nem diferencia leitores. Trata a
todos com o mesmo respeito com que dispensa à cultura gaúcha. Assinantes
que vivem no pago ou os que o deixam para se estabelecer em outras querência
são tratados com igualdade, mesmo que estes estejam vivendo no exterior.
Este e outros motivos são a razão do porquê de haver gente que recebe
o Jornal do Nativismo em todos os estados brasileiros e cidades de outros
países. Mesmo com o site www.nativismo.com.br que leva as noticias em
tempo real, as pessoas preferem manusear o jornal impresso. Isto faz
o mapa brasileiro estar pontilhado de cidades onde há assinantes.

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