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Jornal do Nativismo
Hoje é quarta-feira, 19 de junho de 2013

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Luiz Carlos Borges com 50 anos de carreira

O consagrado artista Luiz Carlos Borges completa meio século de trabalhos musical no auge de sua carreira. Excelente cantor, compositor inspirado, exímio instrumentista do acordeon e do violão, possui 32 discos gravados e muitos sucessos na sua voz. Formado em música, já assumiu cargos na cultura em São Borja e Santa Maria, tendo sido presidente do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore do RS. Vencedor e melhor intérprete dos mais importantes festivais do Estado, criador de ações exitosas como o Musicanto Sul Americano de Nativismo, da cidade de Santa Rosa, entre outros festivais importantes e um digno representante do Brasil no exterior.
Sua trajetória musical tem feito boas parcerias com importantes nomes, dividindo o palcos e discos com Antonio Tarragó Ros, Teresa Parodi, Raul Barboza, Mercedes Sosa, Dominguinhos, Yamandu Costa, Renato Borghetti, Dino Rocha, Almir Sater, Sérgio Reis e tantos outros nomes reconhecidos.
Começou a tocar profissionalmente aos sete anos de idade com seus irmãos, e aos nove teve a oportunidade de participar pela primeira vez de um festival de Chamamé em Santo Tomé, na província de Corrientes. Ali, continuou participando, vindo a conheceu Raulito Barboza, Ernesto Montiel, Transito Cocomarola e outros nomes considerados os patriarcas chamameceros. Seguindo esta escola, Borges cria característica própria e hoje é aplaudido como o mais importante criador e intérprete de chamamé no Rio Grande do Sul. Participa de várias edições da Festa Nacional do Chamamé de Corrientes, tendo ido pela primeira vez na segunda edição. Mas o chamamé é apenas mais um dos gêneros que o artista produz bem, porque compõe com qualidade todos os gêneros regionais latino-americanos. Seu primeiro grande êxito musical é uma milonga, Tropa de Osso, em parceria com Humberto Gabbi Zanatta, sua chacarrera mais conhecida é Tio Euclides. Também participa do Festival de Cosquin, na Argentina e de outros eventos importantes na Guiana Francesa, nos Estados Unidos e na Europa.
No mais recente prêmio Açorianos, recebeu da Prefeitura de Porto Alegre, menção especial por seus 50 anos de carreira, fato também lembrado pela Câmara de Vereadores da cidade de São Luiz Gonzaga, sua cidade natal.

Fátima Gimenez reconhecida

O tempo tem sido caridoso com a cantora Fátima Gimenez, não somente porque lhe permite esbanjar beleza e juventude, apesar do privilégio de já possuir bisnetos. Principalmente porque sua carreira artística é marcada pelo reconhecimento, aquele aplauso constante e seguro, somente dado aos grandes artistas.
Fátima ganha destaque desde as primeiras participações nos festivais, na década de 80. Tem sido premiada inúmeras vezes nos mais importantes eventos do gênero. Registra em sua trajetória um repertório de grandes sucessos, a exemplo de Cabo Toco, uma das músicas mais emblemáticas do nativismo.
Seu talento é naturalmente reconhecido e sua postura pessoal ganha igual tratamento. Sua atuação como cantora transcende o nativismo, mas nunca deixa de ressaltá-lo. É reconhecida no tradicionalismo com várias condecorações e nos mais diversos âmbitos da música. As solenidades políticas, sociais e culturais ganham maior brilho quando ela interpreta à capela o Hino Rio-grandense.
Dentre as condecorações recebidas, destaca-se o Troféu Candeeiro Farrapo, da Câmara de Vereadores de Vacaria. Ele é oferecido a apenas uma personalidade por ano, sendo Fátima a primeira mulher a receber a distinção. Ela encantou-se com o evento: “Entrei de braço dado com o Patrão do CTG Porteira do Rio Grande, Neury Fortuna, no meio de duas fileiras de gaiteiros tocando Querência Amada até a mesa das autoridades”, afirma entusiasmada.
Dentre as viagens que já fez para a Europa, está uma pela Itália, onde teve a oportunidade de desenvolver uma pesquisa sobre Garibaldi e seu magestoso monumento em Roma. Também pode sentir a emoção de cantar o Hino Rio-grandense ao pé da estátua do heroi farroupilha, e apesar de estar acostumada a realizar esta performance nas mais importantes solenidades do Rio Grande do Sul, sentiu a voz embargada pelo significado do local, chamado Gianícolo, onde se avista a magistral cidade.
Fátima Gimenez, por nunca buscar o aplauso fácil, recebe o reconhecimento pleno de uma das mais importantes vozes do sul do Brasil.

Valdir Verona pelo mundo

O gaúcho Valdir Verona (foto) é destaque no cenário musical do Brasil e do exterior. Tem se dedicado ao resgate da viola na música rio-grandense. Professor de música desde 1989, formou-se em teoria e leitura musical na Academia de educação musical, violão clássico, harmonia e improvisação, e teve participação em oficinas de músicas em diversas áreas. Ganhou o Prêmio Excelência da Viola Caipira 2010 na categoria “Novas Vertentes”, participou de festivais como 8º Brasil Instrumental, Circuito Syngenta de Viola Instrumental, entre outros. Em janeiro de 2012 fez parte do elenco de artistas que representaram o Brasil no Fórum Econômico Mundial em Davos na Suíça. Representou o Brasil no exterior na Feira Internacional do Livro em Bogotá, na Colômbia, evento em que o Brasil é convidado de honra.
Participou da série grandes nomes em Caxias do Sul e tem atuado em diversos festivais sem espírito competitivo no Paraná, Minas Gerais, São Paulo e outros estados brasileiros.
Valdir Verona é autor de dois estudos referenciais sobre a música do Estado: Gêneros Musicais Campeiros do Rio Grande do Sul - Ensaio Dirigido ao Violão e 14 Estudos Progressivos - Violão Campeiro.
Tem sido considerado uma das referências da música intrumental em âmbito nacional e internacional.

 


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