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Cesar e Rogério recebem prêmio Tim
César Oliveira e Rogério Melo (foto) foram agraciados com o Prêmio Tim de Música com o CD O Campo lançado em maio de 2007. Indicados pelo segundo ano consecutivo, César Oliveira e Rogério Melo foram os vencedores na categoria Melhor Dupla Regional. O dueto concorreu com as duplas sertanejas Gino e Geno (Minas Gerais) e Mayck e Lyan (Mato Grosso). A premiação aconteceu na noite de 28 de maio, em cerimônia no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Ao saber do resultado, a dupla, que cumpria compromisso profissional em Osório, fez questão de dedicar a premiação à música gaúcha e ao público que o aplaude. “Agradecemos a todo povo gaúcho que acredita principalmente em nossa tarefa, nossa mensagem, pois reforçamos mais uma vez que somos simples mensageiros, tendo a incumbência de propagar o que nos foi solicitado difundir, afirma Oliveira em nota oficial. A dupla premiada é composta por César Oliveira, natural de Itaqui, 39 anos, e Rogério Melo, filho de São Gabriel, 32 anos. Iniciaram suas carreiras em festivais. Oliveira cantou pela primeira vez em festivais na Comparsa de Pinheiro Machado, no início da década de 90, gravou sete discos individuais e Melo, no final da mesma década, seu primeiro festival foi o Terra e Cor de Pedro Osório. Possui um CD solo. Seus primeiros discos são (César) Com a Alma Presa na Espora – 1996 e (Rogério) Alma Campeira – 2001. Juntos gravaram seis discos. Atualmente realizam em média de 15 a 20 shows por mês e possuem uma equipe direta de 12 pessoas. O grupo que os acompanha é composto por Marcello Caminha (Violão), Nielsen Santos (Gaita Botoneira), Maykell Paiva (Violão) e Rodrigo Maia (Contra-Baixo). Tivemos um dedo de prosa com a dupla que abre o coração. Qual a importância do Prêmio Tim de Música para carreira da dupla? Reconhecimento do trabalho que vem sendo realizado ao longo destes anos, dando prioridade ao folclore gaúcho sem deturpá-lo para que este receba o devido reconhecimento. Temos a certeza de que é uma tarefa árdua, porém gratificante. E para a música gaúcha? Presumimos que o que ganhou este prêmio foi um sentimento, uma vontade que nós gaúchos trazíamos entalada na garganta de que a verdadeira música, a arte rio-grandense, tivesse seu espaço, com sensibilidade e respeito. Respeito este que nós artistas devemos ter pela nossa arte e cada vez mais procurar a união e virar a cabeça para certos preconceitos eventualmente criados por nós mesmos. Vocês não puderam ir ao Rio de Janeiro receber a premiação? No exato momento estávamos no Rodeio de Osório, realizando nosso trabalho. Foi complicada a escolha entre ficar no Rio Grande e ir ao o Rio de Janeiro. Havíamos solicitado ao Rodeio a liberação para que pudéssemos participar da entrega do Prêmio, o que gentilmente nos foi concedido, porém quando surgiu a polêmica referente aos grupos e que se realizariam espetáculos no rodeio que não estavam enquadrados nas características da festividade, optamos por ficar e defender nosso espaço, que mesmo aqui torna-se cada vez mais restrito. Enviamos um representante. Pode-se dizer que o coração estava no Rio de Janeiro, mas a consciência estava no Rio Grande defendendo nossos princípios. Qual a receita desse sucesso? Objetividade e profissionalismo. Acima de tudo união e respeito. Relatamos que não fomos unidos pela natureza mas o destino nos tornou mais que irmãos. Como tem sido a aceitação do assédio dos admiradores? Dos admiradores em geral é extremamente gratificante, principalmente em se tratando das crianças, que nos dão a certeza de estar trilhando o caminho correto. Elas avalizam nosso trabalho e tudo que realizamos é pensando nas futuras gerações. Hoje somos como tantos que foram referências para nós e tiveram a mesma certeza, o mesmo pensamento, deixar algo de bom e com credibilidade para que se possa ter fé na causa que defendemos. Houve alguma decepção profissional nestes anos de carreira? A inveja de quem é fraco e não tem propriedade no que faz, ainda mais se tratando em cultura de raiz. Como dizemos: - Se não quiser ajudar, por favor não atrapalhe. Quais os projetos para o futuro próximo? Estamos lançando no mês de julho o CD e DVD O Campo – ao vivo, projeto que foi iniciado com o CD O Campo e mais um projeto para o final de ano com as duas principais parcerias, Rogério Villagran e Anomar Danúbio Vieira. Qual o objetivo mais sagrado da dupla? Nos propomos a dedicar nossas vidas em defesa da nossa pátria e nossa cultura que sem dúvida são nossas maiores riquezas. Amamos o que cantamos e aqueles que cantamos. Isto está acima de tudo e de qualquer outra coisa. A certeza de estarmos cantando nosso presente não existe valor no mundo que pague, por isso, acreditamos que isto seja o mais sagrado para ambos. O que ainda falta conquistar? Muito, muito mesmo, mas a prioridade é a união entre nós mesmos para que assim todos os povos reconheçam ou “conheçam” nosso folclore. |