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Horizonte largo
Pelo que se vê sobre a Semana Farroupilha deste ano, em
comparação com os anos anteriores, parece que os horizontes
estão se alargando para as comemorações farrapas. Há um
mobilização generalizada desde as instituições governamentais,
as empresas privadas e até a chamada grande imprensa que
normalmente faz pouco caso do gauchismo. Exposições, mostras e
espetáculos em lugares alternativos comprovam a expansão do
sentimento farroupilha. As pessoas que não são filiadas a
entidades tradicionalistas começam a reconhecer o evento como
algo digno de orgulho.
Por outro lado, aumenta a responsabilidade do tradicionalismo,
para não difundir o que parece ser o movimento cultural aos
menos avisados, algo menor e sem legitimidade. Todo o cuidado é
pouco ao receber os visitantes em seus galpões nos mais
variados Acampamentos Farroupilhas do Estado. É fundamental a
cautela cultural. Exageros para ambos os lados é prejudicial,
Não se pode ignorar que as pessoas que passam pelos acampamentos
querem, além do divertimento, ver cultura, mas não querem uma
aula de história e tradição. O bom senso sugere que o equilíbrio
seja o mais apropriado para que estas pessoas voltem e tragam
mais gente, alargando cada vez mais os horizontes da cultura
gaúcha.
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