Editorial Opinião
Paulo de Freitas Mendonça - Jornalista e Pajador

 

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Horizonte largo

 

Pelo que se vê sobre a Semana Farroupilha deste ano, em comparação com os anos anteriores, parece que os horizontes estão se alargando para as comemorações farrapas. Há um mobilização generalizada desde as instituições governamentais, as empresas privadas e até a chamada grande imprensa que normalmente faz pouco caso do gauchismo. Exposições, mostras e espetáculos em lugares alternativos comprovam a expansão do sentimento farroupilha. As pessoas que não são filiadas a entidades tradicionalistas começam a reconhecer o evento como algo digno de orgulho.

Por outro lado, aumenta a responsabilidade do tradicionalismo, para não difundir o que parece ser o movimento cultural aos menos avisados, algo menor e sem  legitimidade. Todo o cuidado é pouco ao receber os visitantes em seus galpões nos  mais variados Acampamentos Farroupilhas do Estado. É fundamental a cautela cultural. Exageros para ambos os lados é prejudicial, Não se pode ignorar que as pessoas que passam pelos acampamentos querem, além do divertimento, ver cultura, mas não querem uma aula de história e tradição. O bom senso sugere que o equilíbrio seja o mais apropriado para que estas pessoas voltem e tragam mais gente, alargando cada vez mais os horizontes da cultura gaúcha.

 

 


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